Blog Psicodrama

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3 de novembro de 2016 - 11:32
O filme aborda o drama de Claire Simmons (Jennifer Aniston), uma mulher vivenciando o luto da morte do filho que busca ajuda em um grupo de apoio a pessoas com dores crônicas. Durante o processo, ela se vincula com a história de vida de uma participante do grupo que acabou se suicidando. Tentando descobrir um pouco mais sobre a vida da colega de grupo e como se encontra a família da mesma após a perda, Claire, inconscientemente, inicia o enfrentamento do próprio luto. Embora a morte seja um processo inerente à vida, aceitar esta condição é sempre uma tarefa difícil. Neste contexto, Perazzo faz referência à parábola do grão de mostarda, ilustrando esta realidade: A parábola da doutrina budista conta que uma mulher, tendo aos braços o filho morto, acorre a Buda e suplica que o faça reviver. Buda lhe diz que consiga em qualquer casa alguns grãos de mostarda que devolverão a vida à criança. No entanto esses grãos terão que ser obtidos numa casa onde nunca morreu...

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- 11:26
Este trabalho de livre reflexão é voltado para a importância das teorias no exercício psicoterápico e suas repercussões no papel de psicoterapeuta. Dirijamos nosso olhar para as práticas das ciências físicas e biológicas. Nestas existe uma sequência em espiral que parte do fato. Dele segue-se uma tentativa de explicação – hipótese - que para ser verificada requer uma nova experiência. A espiral continua. Os resultados desta primeira experiência podem reforçar, negar ou ser indiferentes à hipótese original. Os passos seguintes da espiral estão sempre sugerindo experiências e verificando resultados. À medida que a explicação contida na hipótese é capaz de fazer previsões que se confirmam em novas experiências, passando a incorporar novos fatos, a hipótese passa a ser considerada teoria. Com a teoria o experimentador tem um modelo explicativo-operacional. Com esta teoria ele é capaz de explicar e, ao mesmo tempo, operar com aqueles fatos assim...

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- 10:27
I. O SURGIMENTO DA PSICOLOGIA EXISTENCIAL: UMA QUESTÃO DA METAFÍSICA E DA ANTROPOLOGIA A Metafísica (a ciência depois da Física) surgiu com Aristóteles, na Grécia Antiga, quando este começou a falar do SER, do tempo, do movimento, fazendo estudos que ultrapassavam as evidências imediatas, ou seja, ultrapassavam a Física. Também com Heráclito surgiu a questão polêmica da temporalidade cósmica, da qual o homem participa. Porém, apesar desta evolução na época grega clássica, até o século 18 predomina no meio científico o Mecanicismo Moderno, pois com o surgimento das ciências Físicas, reduziram a visão do mundo a esquemas espaciais puros. Segundo as idéias predominantes de Descartes e Newton, o tempo era visto mecanicamente, como uma forma de quantificar o movimento. Com o surgimento das Ciências Biológicas, surge o organicismo, que reintroduz a noção de temporalidade na natureza orgânica. Somente no séc. XVIII, com Darwin, surge o Historicismo, pois...

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- 10:26
Este texto visa refletir a respeito do percurso do Psicodrama enquanto abordagem aberta à criação de novas estratégias e técnicas, numa visão transdisciplinar. Apresentamos o relato de uma pesquisa que temos desenvolvido a respeito do que denominamos de Sandplay Psicodramático. Este é um jogo desenvolvido na caixa de areia, inspirado na técnica clássica do Sandplay da abordagem junguiana, porém adaptado ao contexto teórico e prático do Psicodrama e ampliado para o foco sócio-educacional, além do clínico. Apresentaremos a técnica clássica do Sandplay (desenvolvida pelos terapeutas junguianos) e, em seguida, demonstraremos como desenvolvemos na nossa experiência, uma pesquisa de adaptação desta técnica no contexto do Psicodrama, tanto no bipessoal, quanto grupal e com casais, nos focos psicoterápico e sócio-educacional. Ilustramos este capítulo apenas com breves exemplos da aplicação deste jogo no contexto psicoterápico, na psicoterapia de casais e com uma...

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- 10:04
Um grupo nasce, cresce, se desenvolve e morre, como qualquer organismo vivo. Possui memória, registra vivências positivas e traumáticas. Portanto, de acordo com a fase do seu desenvolvimento, um grupo expressa diferentes características e fenômenos, ou seja, um grupo se modifica e transforma gradativamente a sua estrutura. O estudo das fases, da dinâmica e do desenvolvimento grupal é fundamental para que se possa aplicar qualquer intervenção técnica com este. Este estudo tem interessado a vários teóricos, tais como Bennis e Shepard (1961), Bion (1961), Schutz (1958), Lundgren (1972), Jack Gib (1972) e Carl Rogers (1972). Neste texto, veremos um resumo das contribuições dos psicodramatistas José de Souza Fonsêca Filho (1980) e Ronaldo Yozo (1996). O Século XXI solicita a atuação de líderes abertos à co-existência de diferenças nos grupos, facilitadores da organização e desenvolvimento de equipes de trabalho para a otimização dos recursos disponíveis. São...